2º Episódio
Episódio 2 – O Dinheiro Aparece
Acordei com o barulho do meu telefone.
Era uma notificação do banco.
Achei que fosse mais uma cobrança.
Mas quando olhei para o saldo…
Quase deixei o telefone cair.
10.000.000 MZN.
Dez milhões.
Eu pensei que era um erro.
Corri para o banco.
A atendente verificou tudo no sistema e disse:
— Senhor Castigo, esse valor foi transferido para sua conta esta madrugada.
Eu perguntei:
— Quem enviou?
Ela respondeu:
— O sistema não mostra origem.
Naquele momento, minhas mãos começaram a tremer.
Eu lembrei do pacto.
Será que era real?
Nos dias seguintes coisas absurdas começaram a acontecer.
Ganhei na loteria.
Investimentos começaram a dar lucro.
Empresas começaram a me oferecer parcerias.
Em poucos meses…
Eu estava milionário.
Carros.
Casa de luxo.
Viagens.
Tudo.
Mas havia algo estranho.
Algo que eu comecei a notar.
Toda vez que eu olhava para espelhos…
Eu tinha a sensação de que não estava sozinho.
Como se algo estivesse atrás de mim.
Observando.
Esperando.
No começo pensei que era paranoia.
Mas então começaram os sinais.
Passos atrás de mim, quando não havia ninguém.
Portas abrindo sozinhas.
Sombras se movendo no canto dos olhos.
Uma noite acordei com a sensação de que alguém estava no quarto.
Sentei na cama.
Olhei ao redor, nada.
Mas quando olhei para o espelho do guarda-roupa…
Vi algo que fez meu sangue gelar.
Atrás de mim…
Havia uma sombra.
Alta.
Parada.
Mas quando virei a cabeça…
Não havia nada.
Eu tentei esquecer aquilo.
Mas então as coisas ficaram piores.
Toda noite…
Exatamente às 3:00 da manhã…
Eu acordava.
Sempre no mesmo horário.
Sempre com a mesma sensação.
Como se alguém estivesse no quarto.
Observando.
Uma noite reuni coragem.
Fiquei acordado esperando.
02:59
02:59:30
02:59:50
03:00
Nesse momento…
Ouvi três batidas na porta do quarto.
Meu coração disparou.
TOC…
TOC…
TOC…
Eu me aproximei lentamente.
Minhas mãos tremiam.
Perguntei:
— Quem está aí?
Silêncio.
Abri a porta devagar.
O corredor estava escuro.
Mas no final do corredor…
Havia alguém parado.
A mesma sombra.
Muito alta.
Muito magra.
E então ela falou.
Com uma voz profunda.
— Castigo…
Eu congelei.
— Chegou a hora de conversarmos.
CONTINUA....

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